segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os maus também amam.



Nesta última sexta-feira, dia 6, foi lançado nos cinemas brasileiros, e de alguns outros países, a nova animação Meu Malvado Favorito. Ao contrário do que aparece em vários filmes do mesmo gênero, neste a história gira em torno de um vilão como seu personagem principal. Na verdade, pode-se caracterizá-lo mais como um anti-herói. Cheio de risadas, doçuras e lógico “maldadezinhas”, o longa é mais um filme que entra para o hall das animações que ganham o gosto não somente de crianças, mas também de muitos adultos.
Além do personagem nada casual, outra surpresa para alguns amantes de animações e entendedores da sétima arte fora o estúdio de produção. O que muitos esperavam ver eram um dos nomes tradicionais como Pixar, Blue Sky ou DreamWorks, porém o que aparecia no lugar era o até então desconhecido Illumination, lançado juntamente com o seu primeiro longa-metragem.
O produtor do filme Christopher Meledandri, que deixou a direção da Fox Animation para concorrer agora com o novo estúdio, tem no curriculum filmes como A Era do Gelo e Robôs e garante que o que lhe chama mais atenção em uma história são os personagens em si, de maneira que eles apareçam de uma forma totalmente distinta do que já tenha existido, também afirma que é animador quando se explora um personagem protagonista e que este fuja da linha. O que encaixa perfeitamente no perfil do principal personagem, o Gru, interpretado por Steve Carell (para quem não se lembra foi O Virgem de 40 Anos).


Já que citado vale a pena lembrar que Gru não está sozinho nas suas aventuras e que por incrível que pareça seu principal inimigo não é um mocinho e sim um novo vilão, Vector, que quer entrar na concorrência da vilania. Em sua fábrica de maldade, Gru tem como ajuda os Minions, pequenos seres amarelos e totalmente atrapalhados que dão graça com a preferência ao diabólico. Porém não é só de ruindade que a história é feita, o tom doce que é comum nas animações está presente nas três meninas Margo, Edith e Agnes que são adotadas pelo anti-herói como parte de seu plano maligno e mal sabia ele que elas o encantariam e seriam capazes de mostrar o que havia de melhor nele. Mas diga-se de passagem que não é somente ele quem cai nas graças dessas novas queridinhas do cinema, que assim como a Boo de Monstros S.A têm um fraco pelos “monstros”, todos que assistem ao filme as adoram.
Não pode-se negar que Pixar continua sendo Pixar, assim como os outros grandes estúdios, mas também é fácil perceber que a Illumination vem brigar com os "Titãs" das animações e não deixa nada a desejar ocupando, já, o 8º lugar das bilheterias mundiais no ano de 2010 com sua estreia. E para quem pensa que eles param por aí estão enganados, há projetos de lançarem o filme do clássico "Onde Está Wally?" e o stop-motion de Família Adams, junto com Tim Burton.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Homenagem ao Dia da Mulher

Ontem foi realizada uma das noites mais marcantes no calendário do cinema, a premiação do Oscar.
Como já é uma tradição há 82 anos, ele tem sempre presente a particularidade dos tapetes vermelhos, transformando em um momento importante para as mulheres poderem mostrar o que há de melhor em questão de vestidos e joias – com certas exceções – e para os homens também esbanjarem todo o seu charme nos tradicionais smokings.
Muito além de apenas roupas e acessórios, a grande premiação contou com o entretenimento de Steve Martin e Alec Baldwin cheios de humor e com piadas para todos os convidados, eles provaram que a escolha da dupla – que já trabalharam juntos no filme Simplesmente Complicado com Meryl Streep, ainda em cartaz – não havia sido em vão. Não só eles foram recebidos aos risos, Ben Stiller que ficou encarregado de entregar o prêmio para Melhor Maquiagem, foi caracterizado de navi (os nativos azuis do filme Avatar).
Já que o tão concorrido filme de Cameron foi citado, por que não dizer que ele também pode ser considerado como um dos maiores fiascos da noite? O filme que estava indicado para nove prêmios e cogitado para faturá-los, somente conseguiu levar três estatuetas e de categorias que não são muito importantes: Melhores Efeitos Especiais, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
Por outro lado se James Cameron não se saiu tão bem assim como de esperado, o mesmo não aconteceu com sua ex-mulher, Kathryn Bigelow. Ela sim pode ser chamada como a grande estrela da noite. Guerra ao Terror um filme com pouca repercussão e não muito bem quisto pelas pessoas estava também indicado para nove categorias. Mesmo correndo o risco de perder alguns prêmios pelos rumores que surgiram à Academia dias antes (um fora que o roteirista teria espionado um sargento do exército e contado a sua história no filme sem autorização do outro e o segundo é a de que outro diretor teria mandado e-mails para os votantes pedindo que escolhessem seu filme, tanto que fora proibido de ir à premiação), eles ganharam seis indicações.
Duas dessas seis foram as mais importantes da noite: Melhor Filme e Melhor Direção. Kathryn conseguiu entrar para a história como a primeira mulher a ganhar o prêmio de direção do Oscar, isso um dia antes do Dia Internacional da Mulher. Uma homenagem e tanto para todas as mulheres do mundo, a estatua dourada também é nossa!

domingo, 7 de março de 2010

O experiente com regras novas

Além da torcida pelos futuros ganhadores, o famoso tapete vermelho e assistir às estrelas de Hollywood com todo o glamour, hoje na sua 82ª edição, a cerimônia do Oscar promete muitas surpresas.
 Uma das tradições da premiação, definitivamente, é a categoria de “Melhor Filme” e esta aparece com algumas novidades. A primeira delas é o milionário Avatar de James Cameron que pode estar correndo o risco de perder a estatueta dourada para Guerra ao Terror de Kathryn Bigelow, ex- mulher do diretor, que não teve tanto sucesso nos Estados Unidos, mas vem faturando alguns outros prêmios.
Outro caso inesperado é a indicação de Up - Altas Aventuras, o desenho da Disney já vai entrar pra história mesmo se não ganhar o prêmio, já que foi o primeiro filme em forma de animação concorrer nesta categoria.
Para quem acha que já é o suficiente, aí que se engana! Pois a categoria ainda conta com uma nova forma de seleção para a escolha do ganhador. Até o ano passado eram cinco filmes concorrentes, hoje serão dez. Como será feita a escolha? Cada votante deverá colocar em uma ficha a sua ordem de preferência, do 1º ao 10º. O filme que receber 50% + 1 voto será o vencedor, a Academia considera que dessa forma a votação será mais democrática.
Mas não são somente essas novidades que estarão por vir. A noite de gala que acontece no Kodak Theatre, em Los Angeles, também criou uma nova regra em relação aos discursos dos vencedores. Eles visam acabar com todo aquele “blá-blá-blá”, no qual agradecem à mãe, ao pai, filho, mulher, papagaio, diretor, maquiador e muito mais, o que só atrasa a programação e também deixa mais cansativo para quem assiste.
Como solução eles propuseram para os indicados que forem subir ao palco para falarem apenas o necessário, com intenção de “Comunicar à plateia o que o Oscar significa para você”, disse Adam Shankman um dos coprodutores do evento. Para isso, nos bastidores estarão disponíveis câmeras com a finalidade de, justamente, gravarem os discursos mais longos. Depois serão divulgados no site todos esses vídeos, deixando ainda à disposição dos atores de exporem como bem entenderem, até mesmo em seus perfis no Facebook.
Mesmo com essas mudanças, o nosso bom e glamouroso Oscar continuará sendo um dos eventos mais importantes para Hollywood e para os cinemas.
Será transmitido hoje para mais de 200 países. E para o Brasil pelo canal de TV paga, TNT, a partir das 21 horas com o pré-show, mostrando os melhores momentos no tapete vermelho e depois às 22 com o início da premiação.
Por isso não percam! Esta noite promete. “And the Oscar goes to…”

quinta-feira, 4 de março de 2010

Música em documentário

Não é preciso dizer que tanto a banda The Doors como o seu histórico vocalista Jim Morrison estarão pra sempre eternizados no mundo da música. Não somente pela vida intensa e curta que Morrison teve, mas também pela música marcante da banda, um rock no final dos anos 60 até os 70.
The Doors teve como formação o vocalista Jim Morrison, o tecladista Ray Manzarek, o guitarrista Robby Krieger e o baterista John Densmore, embora, como em várias outras bandas, a alma mais marcante tenha sido o vocalista. A banda não deve ser somente lembrada pelas extravagâncias das quais viviam como “sexo, drogas e Rock ‘n’ Roll”. E sim por fazerem parte de uma época que todo o mundo da música foi marcado pela presença de grandes bandas e artistas e que hoje são mito.
Como mitos que são nada mais justo que serem rememorados em outra forma de arte, que, tão importante quanto, também tem a mágica do eternizar.  Talvez agora o diretor Tom DiCillo consiga mostrar para muita gente, principalmente para aqueles que não viveram na mesma época, o além de uma banda, o quão vivo eram os shows e ao final sair um pouco mais entendido sobre música. E como? Sim! The Doors estará nos cinemas.
Com ajuda dos outros integrantes, que também fazem parte do enredo, além de contarem os fatos, também forneceram fotos e vídeos dos shows e bastidores. Tom ainda tem como arquivo um vídeo feito pelo próprio Jim Morrison com cenas raras, já que o vocalista tinha em o objetivo de montar seu próprio filme.
O documentário que recebe o nome de When You’re Strange está cheio de privilégios. Além do conteúdo, ele também é narrado por nada mais nada menos que o ator Johnny Depp.
O longa já foi apresentado ao Brasil assim como em vários outros países em Festivais, como o de Berlim, de Londres, de Sundance. E só agora começa a ser rodado nos cinemas comerciais tendo estreia prevista para o dia nove de abril nos cinemas americanos e europeus. Infelizmente não há data prevista ainda para nós brasileiros. Mesmo assim, não custa esperar.
Indispensável para os fãs, porém necessário para os não amantes. Pois quando uma história marcante está disponível para ser contada, não importa se é merecedora de prestigiar e sim merecedora de assistir.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ficção Científica com reflexão de realidade

Que Avatar conquistou o mundo com a sua inovação de filmagem, isso já está óbvio. Alguns bons entendedores já apostam dizendo que o diretor James Cameron ditou uma forma totalmente inovadora já feita até então para filmes de ficção científica, ou melhor, para toda a história do cinema com sua revolução em 3D.
Como resultado o filme conseguiu bater o recorde de bilheteria do Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, ficando com a segunda posição e mais de US$1,19 bilhão de faturamento, perdendo apenas para Titanic e que tem como diretor nada mais nada menos que quem? Sim queridos, James Cameron, o que o faz perder apenas para ele mesmo, algo quase impossível no mundo cinematográfico. Sem falar que o filme teve sua estreia dia 18 de dezembro, um pouco mais de um mês e já tem essa marca atingida.
Além do grande sucesso de público e da bilheteria, Cameron faturou grandes prêmios, entre eles, os merecidos, de melhor diretor e melhor filme de drama no Globo de Ouro, também já está cotado como um dos grandes campeões do Oscar (que tem data prevista para o dia 7 de março). Com isso, elogios não faltaram para o diretor e todo o seu elenco, principalmente vinda da imprensa e de críticos renomados.
Mas o que chama mais atenção, além de toda a sua estrutura tecnológica tanto na produção do filme quanto a que aparece nele, é também a história. Não uma qualquer, com começo, meio e fim sobre um planeta Pandora totalmente diferente do nosso, com uma população de aborígenes azuis e coisas mais. E sim um história que traz reflexões sobre como é o nosso comportamento aqui, no planeta Terra.
O longa mostra o lado desumano quando se trata da ganância do homem, em que não leva em consideração o que estão explorando, mas como estão explorando. Mostra também de que forma o homem acabou com o seu planeta com a dominância e com o poder e iriam fazer o mesmo com Pandora. Além disso, a presença da conexão dos nativos desse planeta com ele e com a natureza é muito forte, talvez um indício de apresentar o que mais faz falta aqui.
Pode-se perceber também que fizeram de Pandora uma nova forma de colonização, em que a única diferença são as tecnologias usadas, já que de resto fora da mesma forma que fizeram aqui, com o conhecimento do local, exploração e por fim a dizimação que arranca à força o que se procura. Assim, mostra como o ser humano é facilmente induzido por um líder, como nos submetemos em situações que não percebemos o seu grau e quando um sai desse parâmetro "normal", logo é excluído, banido, não importando se ele estiver mesmo certo.
Se James Cameron teve mesmo a intenção de fazer com que abríssemos nossos olhos para o que acontece e o que pode acontecer se um dia descobrirem de verdade vida em outro planeta, seu objetivo foi alcançado, pois quando se assiste ao filme é fácil visualizar a problemática da interferência humana. Talvez por isso tenha merecido tanta atenção da mídia e das Academias de cinema.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Preço dos DESmarcados.


Ontem enquanto minha mãe folheava uma revista em que apareciam várias atrizes globais, muito bem vestidas diga-se de passagem, em uma estreia de novela, sempre junto da foto acompanhava a legenda da mesma dizendo quem aparecia, se estava com acompanhante  e também uma informação muito importante para nossas vidas que era a marca da roupa que usavam. Até nós reparamos que quase todos os famosos tinham dito o que usavam exceto um pequeno número do qual somente o nome se fazia presente, então minha ela com graça fez o comentário "Será que a roupa dela não é de marca e ela ficou com vergonha de dizer? É aquela roupa guardada no armário há tempos!".
De início rimos, mas depois eu fiquei refletindo, roupas nesse tipo de festas parecem muito mais importantes do que o próprio convidado, para as marcas pode ser, porque é uma divulgação e tanto mostrar que a Grazi, ou até mesmo a Juliana Paes estavam usando as suas peças. Porém e aquela que não tinha ou não divulgou a marca? Não as culpo e nem mesmo as que divulgam suas roupas, mas sim as próprias revistas que parecem fazer questão de mostrar que a "Fulana de Tals" não tem a roupa do estilista do momento.
O mesmo acontece com essas grandes premiações americanas, agora mesmo nesse último domingo foi Globo de Ouro, além da expectativa de ver que filme ou seriado faturava os maiores prêmios, tinha também a de ver as pessoas pisando no tapete vermelho e novamente lá estão presentes os Valentino, Dior, Versace, Gucci, Marchesa e outros tantos mais que sempre estão sendo usados pelas estrelas de Hollywood e lá no meio das jovens, chiques e esbeltas atrizes estava a lindíssima e diva (ao meu ver) Meryl Streep e vejam só! O vestido dela era um DESmarcado e não tinha nada a perder dos grandes titãs da moda, diga-se de passagem que seu pretinho básico era melhor que o Versace da Drew Barrymore e seu imenso detalhe em cristal que mais parecia que tinha vida própria no ombro dela.
Deixando claro que eu não sou entendida de moda, nunca fui, acompanho sim os lançamentos, conheço as marcas, adoro assistir essas premiações, mas não somente pelos vestidos. Porém a crítica maior não é à moda, concordo que ela sempre foi e é muito importante para o mundo, o que seríamos hoje sem as ideias de Coco Chanel que eram muito à frente do seu tempo e até hoje perduram? A crítica maior é sim para as pessoas que só conseguem olhar para a etiqueta, para o que os outros usam e quase nem dão atenção à aqueles que muitas vezes têm muito mais que apresentar além de grifes e luxo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Guardião de Memórias

O médico Dr. Henry no meio de uma tempestade de neve se vê obrigado a fazer o trabalho de parto de sua própria mulher, porém ao ficar maravilhado com a situação de que fora concebido por um casal de gêmeos percebe que a menina é portadora da Síndrome de Down. Então que ele se desespera e entrega a menina à enfermeira, na tentativa de levar a recém-nascida à uma casa para crianças especiais.
O livro que foi escrito por Kim Edwards, foi transformado em filme em 2008, pelo diretor Mick Jackson (o mesmo diretor de O Guarda-Costas). Porém apesar de a sinopse te remeter à ideia de um drama do qual pode te trazer reflexões, ao ver o filme não é difícil perceber que é uma história quase que apenas contada, pois não há um clímax em que o espectador se prende ao filme e vive a emoção junto com os personagens.
O filme é estrelado pelo ator Dermot Mulroney, o mesmo que faz O Casamento do Meu Melhor Amigo e Muito Bem Acompanhada, que geralmente estrela papeis em comédias românticas, neste se admira ver a sua atuação mais singela, se assim pode dizer, comparada ao perfil que tinha ganhado dos outros trabalhos, o de charmoso e atraente.

Fazendo o personagem do médico que ao invés de ver sua esposa sofrer com uma filha deficiente, prefere deixá-la num lugar que nem se quer sabia que condições de vida teria, o ator acaba perdendo toda a sua pose de galã, há tantos anos conquistada, e possivelmente é até capaz de frustrar muitas admiradoras do seu talento.
Se essa era a sua intenção, conseguiu, mas se sua verdadeira vontade, fora fazer um filme no qual comoveriam as pessoas ao mostrar que tal coisa pode acontecer e que arrependimento existe, e como mostra na história, pode até matar, ele definitivamente não foi capaz de tal proeza.
Não tive ainda oportunidade de ler o livro, mas como eu tenho a opinião de que os filmes feitos com base num livro, são mais fracos que suas obras escritas, tenho minhas dúvidas em questão à lê-lo. Contudo, nunca se sabe. Surpresas sempre acontecem no mundo da literatura e também no cinema.